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5 Melhores Séries Francesas para Praticar o Idioma

5 Melhores Séries Francesas para Praticar o Idioma
  • Um dos desafios quando se está aprendendo uma nova língua é utilizá-la na prática. No dia a dia, ela pode soar bastante diferente do que é apresentado nos livros didáticos, por fatores como sotaque, expressões coloquiais ou velocidade de fala. Consumir conteúdo no idioma é uma boa forma de praticar. Neste artigo vamos te apresentar 5 séries Francesas, para te ajudar.

Listamos produções com diferentes temáticas. Isso ajuda a se familiarizar com diferentes universos léxicos. Em uma série sobre ciência, por exemplo, você vai ser exposto a termos e expressões que não existirão em uma sobre política – e vice-versa. Confira:


Tempo estimado de leitura: 0 minuto

As Melhores Séries Francesas

Dix pour cent

Uma divertida comédia – com toques de drama. Ao contrário das anteriores, essa série não se baseia em arcos longos. Cada episódio, que tem entre 45 minutos e 1 hora, tem um fim em si mesmo, lembrando o estilo de séries como House, onde em cada episódio o médico protagonista busca a cura para uma doença.

Aqui, entretanto, o cenário é uma agência de talentos que toma conta da carreira de diversas celebridades. A companhia é comandada por quatro sócios que sofrem para equilibrar a vida pessoal e a rivalidade entre si com o sucesso do empreendimento. Cada episódio mostra a relação deles com um cliente.

Aqui entra a parte mais divertida. Os clientes são vividos por celebridades francesas que interpretam a si mesmo. Por isso a série é boa não apenas para aprender francês, mas também para conhecer um pouco mais algumas caras que fazem sucesso no país.

Com o sucesso, conforme as temporadas passaram, até mesmo algumas estrelas internacionais já deram as caras por lá. É o caso de Monica Bellucci, Sigourney Weaver e da estrela da NBA Tony Parker.

Negócio de Família

Esta produção é perfeita para quem gosta de comédia. A trama foca em Joseph (Jonathan Cohen), um parisiense que está com dificuldades de encontrar um rumo na vida profissional. Após algumas tentativas fracassadas de emplacar um aplicativo, ele recebe uma informação privilegiada de que a maconha será legalizada na França em breve.

Ele e o amigo Olivier (Olivier Rosemberg) então tem a ideia de transformar o açougue que Joseph herdou do pai Gérard (Gérard Darmon) em uma loja da erva, para assim que a lei for aprovada ele sair na frente da concorrência e já estar pronto para vender. O plano, porém, acaba envolvendo toda a família, até mesmo a avó Ludmila (Liliane Rovère), com atividades criminosas.

Uma das coisas mais engraçadas é ver como os personagens equilibram dramas e problemas pessoais e de relacionamento entre si com a nova situação enervante e caótica.

Com episódios curtos, de cerca de meia hora, a série é divertidíssima. Além da situação já bastante caricata, a sequência de acontecimentos surreais – que por vezes beiram o ridículo – e o humor fácil tornam a experiência bastante agradável.

O que rouba realmente a cena, entretanto, são as atuações de um elenco que exala talento e química entre si. Entre os destaques estão a participação especial do famoso cantor franco-argelino Enrico Macias, que vive uma versão amalucada de si mesmo na série e de Louise Coldefy, no papel da hilariante patricinha Clémentine.

Lupin

Essa produção não é a mais assistida entre as séries francesas da Netflix por acaso. Para começar, a inspiração partiu de algo que faz parte da cultura do país há bastante tempo: o personagem de quadrinhos Arsène Lupin, criado por Maurice Leblanc em 1905, um ladrão elegante que usa do carisma, e enganação para aplicar golpes.

Após ser a estrela de diversos livros, peças de teatro e filmes, ele ganhou uma homenagem moderna nesta série. Ele inspira diretamente o protagonista Assane Diop, interpretado por Omar Sy – famoso por seu papel em Intocáveis.

Filho de um imigrante senegalês que se mudou para Paris, Assane vê seu pai ser preso após ser acusado falsamente de roubar um colar de diamantes de seu patrão, Hubert (Hervé Pierre). Preso pelo crime que não cometeu, ele acaba se suicidando na cadeia, deixando o filho adolescente.

Inspirado em um livro de Arsène Lupin, dado pelo falecido pai, Assane decide adotar as técnicas de ludibriar do personagem para se vingar do chefe e da sua família, esses sim com reais contas para acertar com a justiça.

A série foi sucesso de público e aclamada pela crítica. Entre os destaques estão o roteiro meticuloso, como deve ser em qualquer thriller de espionagem, as doses de suspense muito bem utilizadas para deixar o telespectador grudado na cadeira e a atuação fantástica de Sy, que faz com que seja impossível não torcer e se apaixonar pelo sagaz protagonista.

Osmosis

Gênero pouco comum entre as séries francesas, Osmosis é uma ficção científica ambientada em uma Paris de um futuro próximo. A trama gira em torno do lançamento de um aplicativo de relacionamento que pode acessar a mente dos usuários e entender suas preferências e personalidades. A partir disso, um algoritmo fica encarregado de escolher pares perfeitos.

Hugo Becker, famoso por viver Louis Grimaldi – herdeiro do trono monegasco – em Gossip Girl, vive Paul Vanhove, o CEO da Osmosis, empresa responsável pela empreitada. Ele também é a primeira pessoa a se submeter à implantação do chip cerebral que recolhe todos os dados para o aplicativo.

Com diversos temas interessantes, a série nos faz pensar sobre o mundo dos relacionamentos virtuais e papel da tecnologia em nossas vidas. Ao contrário de produções distópicas como a famosa Black Mirror, ela traz esses assuntos de maneira mais leve e até mesmo otimista. Apesar disso, ela não deixa de trazer diversas reflexões potentes, que ficam na cabeça por dias.

A série possui apenas uma temporada, com oito episódios, tornando-a perfeita para aqueles que gostam de maratonar.

Marseille

Os fãs de dramas políticos como House of Cards, Scandal e The West Wing vão adorar Marseille. A história mostra uma guerra pela prefeitura da cidade que serve de título. Os competidores são o atual prefeito, Robert Taro, vivido pela lenda do cinema francês Gérard Depardieu, e Lucas Barres (Benoît Magimel).

A disputa ganha ares ainda mais tragicômicos pelo fato de que Barres é um antigo aliado e pupilo de Taro, que ocupa o cargo há 20 anos. Como se tudo isso não bastasse, as coisas escalam ainda mais quando um terceiro elemento entra em cena: o partido de extrema-direita, que passa a ganhar força na cidade.

Como toda boa obra sobre política, um mundo de corrupção, traições, vingança e batalha de egos se desvenda em uma produção imperdível para os que querem entrar no mundo das séries francesas.


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